Direto do exílio

amor, desabafo fevereiro 8th, 2010

Pra quem não sabe, eu to em São Paulo.

Fico aqui ainda até o fim da semana.

Vim fazer um freela muito legal. Uma oportunidade que eu não podia perder porque é exatamente na área de mídias sociais e envolve clientes de peso, como Red Bull e Havaianas.

Até aí, tudo bem.

O problema é que eu to me sentindo exilada nessa terra louca. Quero voltar pra casa e não posso ainda.

Eu quero a minha mãeeee!

Falei isso pra uma amiga no twitter e ela respondeu: “Engraçado, pensei que tu ias dizer que querias a tua filha.”

Claro que eu quero a minha filha. Quero o meu marido. Quero o meu pai. Quero a minha casa.

Mas, acima de tudo, eu quero a minha mãe.

Isso é porque ela representa meu porto seguro, minha garantia de que tudo vai dar certo.

Eu te amo, mãe.

Filha de Peixe… É Sagitário

Blog, filhos, infantil fevereiro 5th, 2010

Ó! Só vendo a minha cara pra fazer idéia do orgulho que eu to sentindo.

Ta bom, calma, vou contar.

Todo mundo sabe que eu tenho uma filhota de nove anos.

E, digamos que, ao contrário de mim e da minha irmã (boas piscianas), ela não é nenhum peixinho de aquário.

Eu também não sou nenhuma crente em astrologia e horóscopo, mas tenho observado que, em geral, existe uma série de características atribuída a cada signo que podem ser observadas em grande parte dos indivíduos influenciados pelos mesmos.

E eu tive a sorte de ser presenteada com uma sagitarianazinha linda.

O problema é que, como é comum a este signo, ela não tem amarras e não se amedronta diante de novas oportunidades.

O bom é, exatamente, que ela não tem amarras e não se amedronta diante de novas oportunidades.

Isso mesmo.

Como tudo na vida, isso tem um lado bom e um lado ruim.

Mas o meu orgulho é devido ao fato de que essa garotinha, com apenas nove anos, começou a blogar e, diga-se de passagem, está se saindo muito bem.

A Ana faz parte do blog Ver para Crescer, criado pelo Enzo, filho da Sam Shiraishi.

E, antes que alguém insinue alguma coisa, não, eu não escrevo os posts por ela.

Claro que, como mãe e blogueira mais experiente, eu oriento, sugiro, debato. Mas, acima de auqlquer coisa, eu respeito muito o trabalho DELA.

Parabéns filhota.

Campus Party 2010 e as Mídias Sociais nas Corporações

Campus Party janeiro 27th, 2010

Que a Campus Party 2010 é o maior evento de tecnologia do mundo, todos já estão cansados de saber.

Milhares de pessoas reunidas com objetivos variados, envolvendo as mais diversas áreas, mas com um elo forte de união: a tecnologia.

Falando assim, pode até parecer uma festa, mas confesso que não compartilho com Marcelo Branco, organizador da feira no Brasil, quanto à propagação dessa imagem.

Claro que, aqui dentro, os mundos se dividem e cada um acaba interagindo com a tribo a qual pertence.

Eu, como jornalista e blogueira, posso garantir que a turma das mídias sociais que participa do Campus Blog está aqui para trabalhar, e muito.

E foi isso que mostrou a mesa de debates sobre “Mídias Sociais nas Corporações”, que contou com as presenças de Beto Aloureiro, da Tecnisa, Danilo Ferreira, policial militar da Bahia, Jair Tavares, da Pólvora, Wagner Fontoura, editor do Boombust, Antonio Mafra, da Porto Seguro, e foi mediada pelo professor Eric Messa.

A mensagem principal foi que somente empresas interessadas em conversar com o cliente devem entrar nas redes sociais, e que qualquer empresa com esse perfil pode fazer parte da rede. Pois, segundo Beto, “se uma empresa de construção civil consegue, qualquer outra pode”.

O importante é entender que estamos diante de um fenômeno social, por isso, é desperdício de tempo se preocupar em ficar rotulando as ações.

Atualmente a abundância de ferramentas sociais permite a produção de material ilimitado, frente ao qual nenhuma empresa do mundo, com foco em uma única área, consegue competir.

Para Jair Tavares, “o que acaba realizando a comunicação de fato, para onde convergem todas as mídias, é a interação nas mídias sociais”.

É de aceitação geral (entre os palestrantes) que todos os níveis da empresa devem se envolver quando esta opta por participar de redes sociais. A empresa precisa definir internamente como seus funcionários devem se comportar nas mídias sociais, enquanto representantes da marca. Este não é um tema que deve ser trabalhado apenas pelas agências de publicidade, as empresas precisam entender as mídias sociais como um todo e se posicionar.

“Quando uma agência de publicidade atua nas mídias sociais no lugar do cliente, isso deve ser feito de forma transparente e com a participação direta de representantes deste. A mensagem deve sempre representar o posicionamento do mesmo, não agindo como uma propaganda”, explica Wagner.

Para Mafra, “as empresas estão se personificando. Não são mais representadas apenas pelo patrimônio que possuem, e nesse cenário as mídias sociais tem um papel importantíssimo”.

Se para alguém, isso parece uma festa, talvez ainda não tenha ficado bem claro que a decisão por entrar nas mídias sociais inicia um trabalho muito grande de comunicação interna na empresa. É preciso fazer uma avaliação do nível atual de comunicação corporativa e definir o ponto eficaz que se precisa atingir.

É precisa nivelar o conhecimento interno.

E isso, apesar de ser bastante interessante, é trabalho sério, que se alcança com esforço e envolvimento. Não é diversão.

We can!

Blog, Campus Party, comunicação digital, desabafo janeiro 23rd, 2010

Acabei de ler matéria no Diário Catarinense sobre mulheres (meninas) que alcançaram o sucesso profissional antes mesmo dos 30 anos.

É verdade que há pouco tempo perdi todas as chances de fazer parte desse grupo. Daqui há pouco completo 32.

Mas eu sou brasileira, e não desisto nunca :)

Esse fim de semana é dedicado à arrumação da mala. Semana que vem começa a Campus Party, maior feira de tecnologia da América Latina.

Em pensar que há um ano atrás, por acaso, ganhei em um concurso da Abril Digital um convite para essa tal feira, que eu nem sabia muito bem do que se tratava, e decidi ir, de qualquer jeito, pelo simples fato de que nunca fui de ganhar sorteios e concursos.

Movi meio mundo para viabilizar a tal viagem. Nunca havia ido a São Paulo sozinha, então, pra sossegar a sogra, o Philippão foi praticamente obrigado a viajar comigo (não que isso tenha sido algum sacrifício pra ele. Pelo contrário, acabou aproveitando ainda mais do que eu). Arrumei a grana, comprei passagem de ônibus e me dispus a ficar acampada dentro da própria feira.

Eu não conseguia nem explicar direito pras pessoas o que, exatamente, eu ia fazer por lá.

Não sou muito chegada a crendices, mas eu sentia que precisava ir, mesmo que não conseguisse, ainda, contextualizar a importância da viagem na minha vida que, profissionalmente, naquele momento estava um verdadeiro caos.

Bom.

Exatamente um ano depois, hoje, é hora de partir novamente.

A diferença é que agora eu sei perfeitamente o que vou fazer por lá. Tenho objetivos muito definidos, que foram lapidados ao longo deste ano que passou.

Voltei minha carreira para as mídias sociais e vou muito bem, obrigada.

Eu já passei dos 30, mas, sinceramente, acredito que ainda tenho chance de alcançar o tal sucesso profissional antes dos 40.

O que me faz acreditar nisso?

O fato de que encontrei algo que realmente gosto de fazer.

O fato de estar emocionalmente preparada para enfrentar grandes desafios.

O fato de estar cercada por pessoas especiais que acreditam em meu potencial.

O fato de, valorizar cada uma das pequenas conquistas contabilizadas no decorrer de 2009.

E você? Faz o que gosta e acredita que pode alcançar o sucesso?

Boa sorte!

INCOMPLETUDE

Gutemberg Geraldes janeiro 19th, 2010

O homem não sabe amar. E quando ama, dói. Por isso não sabemos amar. Choramos. O amor é uma máquina do tempo a nos levar ao futuro e, ao mesmo tempo, a nos materializar no passado. Uma máquina a fincar nossas raízes na dor de não se saber amar. O tempo do amor é o presente. Suspenso. Preso no ar. Angustiadamente, preso no agora. Inconjugavelmente verbo, o amor vai tecendo suas sentenças, suas orações completas em nossos dias até terminar em seu ocaso de lágrimas. O homem não sabe amar. Não sabe amar e chora esta falta. Incompletude. Não sabe amar como também o carcará não sabe amar o sertão. Mas carcará é bicho forte, homem não. Homem chora. Chão vermelho, seco, poeirento, agreste. Seja mulher, menino ou cabra da peste, este é o coração de quem ama. E quando ama, dói. Amor é bicho que voa e fala línguas. E domina. Valha Deus quem já perdeu esta guerra. Dizem, na pele, trazer marca. A língua embolada. No rosto, o cansaço. O olhar perdido. Valha Deus quem já foi iludido. A língua do amor é a língua do castigo. Homem nenhum jamais soube amar. Em toda fauna humana apenas um homem sentiu o amor e saiu ileso. Eu vivi um grande amor e sequer derramei uma lágrima.

* Gutemberg Geraldes é poeta, publicitário e professor universitário, autor do extinto blog Andarilho Errante e doutorando em Ciências da Linguagem. A partir de agora passa a postar regularmente no Penso em Tudo.

Meninos escrotos não Pensam em Tudo

Blog, desabafo janeiro 8th, 2010

Eu também escrevo para homens interessantes, a ponto de compreender a natureza quase incompreensível de uma mulher.
Escrevo para homens sensíveis que não se envergonham de amar.
Escrevo para meninos que pedem colo, mas, sempre que preciso, nos tomam nos braços.
Perdão. Eu realmente não escrevo para cada homem, em particular.
Escrevo para os homens, em geral, que são capazes de perceber (e entender) as particularidades da alma feminina.
Parabéns. A você e àquela que detém o seu afeto.
E, muito obrigada por Pensar em Tudo.

(no fundo, eu escrevo para voce, amore)

Para quem eu escrevo

Blog, desabafo, mulher janeiro 5th, 2010

Eu escrevo para mulheres.
Não escrevo para mulheres normais.
Não escrevo para mulheres comuns.
Escrevo para mulheres especiais.
Não escrevo para mulheres, em geral.
Escrevo para cada uma, em particular.
Escrevo para mulheres fortes que, no entanto, vez por outra sentem necessidade de recostar a cabeça ao peito de um companheiro.
Escrevo para mulheres que habitualmente tomam decisões importantes, mas ficam inseguras em relação à roupa que devem escolher.
Escrevo para mulheres que sonham com castelos, mas arregaçam as mangas para construí-los.
Escrevo para mulheres que são mães protetoras, mas continuam sendo filhas carinhosas.
Mulheres que tem coragem para enfrentar um novo desafio a cada dia, mas têm medo de histórias assombradas.
Mulheres que riem e que choram.
Escrevo para mulheres que sofrem com TPM, enxaqueca e celulite.
Escrevo para todas as mulheres.
Mas, pensando bem, eu escrevo mesmo é para mim.

A princesa e o sapo

divertido, filhos, infantil janeiro 4th, 2010

Levei a filhota e a priminha para assistirem no domingo e, de carona, dei boas risadas.

Uma destas histórias bonitinhas, que nos fazem acreditar que os sonhos podem ser realizados. E realmente podem!

É bem divertido, e o melhor personagem, pra mim, é o Raymond, um vagalume banguela apaixonado pela Evangeline.

Acho que ainda vou ver mais algumas vezes. Vale a pena.

Retrospectiva 2009

livros dezembro 29th, 2009

Não sei pra vocês, mas pra mim, sem sombra de dúvidas, 2009 foi o ano da aprendizagem, do conhecimento.

Novos horizontes se abriram, e é preciso estar preparada para lidar com tais perspectivas.

Então, além de ser mãe, noiva, filha, procurar trabalho, trabalhar, tuitar, blogar… e mais uma porrada de coisas, eu li. Li muito.

Por isso que decidi fazer a retrospectiva baseada em livros que passaram pela minha cabeceira durante 2009.

Lá vai:

  • Começando com os Harry Potter.

Vou confessar um segredo. Li a Pedra Filosofal, a Câmara Secreta e… como já tinha visto os outros filmes, não resisti e pulei logo para o Enigma do Príncipe, que, por sinal, é o melhor de todos (o livro, já o filme, achei beeem fraquinho). Concluí a série com As Relíquias da Morte e, admito, senti um vazio no coração. Um vazio tão grande que me levou a buscar desesperadamente por algo que pudesse substituí-lo. Foi aí que caí na roubada do próximo livro.

  • Fui na onda dos vampiros e li Crepúsculo. Argh!

Fraquinho que só. Principalmente pra quem acabou de passar pelo Potter.

Mas eu não parei por aí. Ainda não entendi direito, vai ver estava querendo me punir por alguma coisa… acabei lendo Lua Nova. E eu juro: Stephenie Meyer, nunca mais.

Pensa que acabou? Que nada.

  • No embalo da magia li, ainda O Hobbit, que nem precisa de comentários, né. Ótimo para quem curte o gênero.
  • E os quatro livros das Brumas de Avalon. A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore.

Gostei bastante, mas não como gostei do filme que assisti há alguns anos. Talvez não seja mérito do filme em si, mas do momento de vida que me deparei com cada um.

  • Já falei sobre O menino do pijama listrado?

Esse foi uma grande surpresa e até já fiz um post sobre ele.

  • Estimulada pelo livro acima, acabei voltando para mais uma tentativa de ler A menina que roubava livros.

Talvez, aqueles que não saibam que eu me recuso a ler ou assistir qualquer coisa sobre a 2ª Guerra Mundial não entendam porque O menino… foi uma grande surpresa e A menina… me custou tanto a leitura.

Gente, não é por alienação que eu decidi eliminar esse assunto da minha vida. É por fraqueza, mesmo. Depois de várias tentativas diante de filmes que abordam o holocausto, eu percebi que essa história me faz mal de um jeito que não é facilmente superado.

Por exemplo, depois de assistir a A Queda, no cinema, cheguei em casa e tive um ataque de pânico. Chorei por longos minutos, de soluçar, lamentando por ter colocado uma filha nesse mundo de merda.

Acho que vocês devem concordar que isso não é normal, né. E a única solução que eu encontrei, já que não posso alterar a história nem me mudar pra outro planeta, habitado por seres mais “humanos”, foi me afastar desse assunto.

Mas, voltando A menina… vale a pena, como eu já escrevi aqui.

  • Li Paula, da Isabel Allende, e escrevi aqui o que eu achei do livro.
  • Ganhei A Jóia de Medina da @smiletic e adorei. Devorei em pouco tempo, e também já fiz post.
  • Achei que Os delírios de consumo de Becky Bloom seriam interessantes como Sex and the City, que eu amo, mas confesso nunca ter lido o livro.

Mas, infelizmente, Becky é bem cansativa e não chega nem perto de Carry Bradshaw. Decepção.

  • Também li, por causa da Ana, O Pequeno Príncipe. Não foi a primeira vez, mas nunca é demais.
  • Pela mesma razão, comecei a ler, novamente, Pollyanna, mas ainda não consegui terminar e a malandrinha da minha filha, que foi quem ganhou o livro, ainda nem começou.
  • Ganhei de presente, li e achei interessante, curioso, As lições de Chico Xavier. Mas, decididamente, não é a minha praia.
  • A minha mãe é obcecada por livros que retratem a vida das mulheres do oriente médio. Por causa dela eu li O Livreiro de Cabul, que é muito bom. Desonrada, que é meio chatinho. A cidade do sol, que é do mesmo autor de Caçador de Pipas e tão bom quanto. E Caravanas, que, na minha opinião, é o melhor de todos.
  • Li, emprestado, Os capitães da Areia, do Jorge Amado. Ótimo.
  • Durante a última viagem pra SP, que fiz de ônibus, li Leite Derramado, mas não gostei muito não. Acho que só terminei porque não tinha pra onde correr.
  • Bom, além disso, li O Ponto da Virada, por indicação de um professor do curso feito durante essa tal viagem a SP. O livro é muito bom.
  • E comecei a ler A cabeça de Steve Jobs já há alguns meses, mas ainda não consegui terminar.
  • Atualmente estou lendo, ao mesmo tempo, A Bíblia do Marketing Digital (nem poderia ser outra), e estou gostando bastante. É bem didático. Mentes Perigosas, que fala sobre psicopatas e ainda não entendi direito porque comprei. E Adeus, China, que comecei ontem e parece ser muito bom.

Mas guardei o melhor para o final.

Se tivesse que escolher um livro para representar 2009, seria Cartas a um jovem escritor, do Mario Vargas Llosa. É um livro didático, mas me tocou tão fundo que cheguei a chorar em um determinado momento. Sério.

Bom! É isso!

Devo ter esquecido alguma coisa, mas aviso, se lembrar.

FELIZ 2010!

Esmalte Coral Chic, da Colorama

Sem categoria, beleza, cores, estilo, moda, mulher dezembro 28th, 2009

A unha de Natal saiu atrasadinha, mas ta aí.

Eu amei essa cor. Usei na mão e no pé.

É super a cara do verão.

Espero que gostem.

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